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Eudes Santana |
A Paixão de Plínio
No começo era só um sonho. A terra seca, o mundo calado, o homem sem esperança, até que a pedra ganhou vida e fez brotar do chão duro de granito do Agreste Semi-árido. Foi preciso reunir a poesia e os versos dos violeiros, a valentia dos cangaceiros e das volantes e a fé dos beatos e santos nordestinos para que surgisse a Nova Jerusalém.
Cláudio Castanha
Como Michelangelo, ele deu vida às pedras. O que era um conjunto de pedras formando montanhas de granito transformou-se numa cidade de 70 mil metros quadrados cercada por muralhas com sete grandes portas, setenta colunas de sete metros de altura guardiãs de palácios e templos. Ele fez brotar do chão, da terra árida e dura, uma réplica da Jerusalém de dois mil anos.

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