(Atualizado no dia 25/3/1998)

Contra hegemonia norte-americana

Isso fez com que aumentassem os temores na Europa de que os Estados Unidos querem manter uma hegemonia em relação à Internet. Para a Comissão, o plano pode consolidar a jurisdição norte-americana sobre os conflitos sobre marca registrada dos endereços de páginas instaladas na rede, ignorando as disputas geradas pela criação da Organização Mundial de Propriedade Intelectual. Integrantes do Core criticam os esforços para que tudo gire em torno dos Estados Unidos e a falha na quebra total do monopólio da NSI.

A comunidade norte-americana na Internet também está dividida sobre qual o caminho que a questão deve tomar. A aproximação do Core está sendo bem aceita por componentes importantes do espaço virtual dos Estados Unidos. Entre eles, está Jon Postel, chefe da Autoridade sobre Endereços Numéricos na Internet, que representa o sistema de localização de páginas.

Mas muitos grupos industriais atacaram isso pela tentativa de seqüestrar o sistema de endereços utilizando leis e tribunais de fora dos Estados Unidos. Andrew Sernovitz, presidente da Associação de Mídia Interativa (AMI), disse, por meio de um comunicado divulgado no ano passado, que o Core foi criada por autocratas e quer favorecer a instalação de um governo mundial sobre a Internet. A AMI representa mais de trezentas empresas de mídia e grandes usuários da rede mundial de computadores.

Sernovitz disse que o documento ainda pode ser mudado. Mas seu vencimento está muito próximo. Para McCluskey, o Core não tem escolha, pois não podemos seguir em frente sem os Estados Unidos, disse.

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