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| Recife, Sábado, 28 de Março de 1998 |
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Malan prevê déficit menor Ministro da Fazenda diz que a média das ponderações indica índice entre 3,5% e 3,8% do PIB brasileiro RIO - O ministro da Fazenda, Pedro Malan, disse, ontem, que o país terá "uma expressiva redução no déficit da balança de pagamentos este ano". Sem fornecer previsões oficiais, mas citando dados da iniciativa privada e de centros acadêmicos que lhe são enviados, Malan disse que a média das ponderações indica que o déficit deverá ficar entre 3,5% e 3,8% do PIB (Produto Interno Bruto), contra 4,15% em 97. Malan lembrou que os fluxos de capital estrangeiro vêm aumentando ano a ano, chegando a US$ 17 bilhões em 97. Disse ainda que, até fevereiro, 58% do déficit da balança de pagamentos tinham sido financiados com investimentos diretos de longo prazo. Malan afirmou que, não tendo recebido nenhuma informação sobre cancelamento de investimentos, a tendência é a situação brasileira melhorar, principalmente com os recursos que entrarão com a privatização dos setores de telecomunicações e energia elétrica. ESTUDO Para embasar sua confiança no futuro do país, o ministro citou recente estudo da consultoria McKinsey Global Institute, que aponta o potencial de crescimento da economia brasileira. Ele voltou a afirmar que o governo não responderá ao desequilíbrio da balança comercial com um retorno a políticas protecionistas nem com alterações na política cambial. Disse que estão sendo criadas condições para o país crescer a taxas mais elevadas. Confirmando a trajetória declinante da economia, Malan disse que mudanças, se houver, só serão anunciadas depois da próxima reunião do Conselho de Política Econômica do Banco Central, dia 15 de abril. SEMINÁRIO As principais economias latino-americanas estão mais preocupadas com os rumos do Brasil do que com a crise asiática em seu atual estágio. Apesar de menos otimistas, em contraste com o período anterior à crise na Ásia, Argentina, Chile e México estão menos vulneráveis que o Brasil. Esse cenário foi traçado, ontem, durante um seminário organizado pelo Centro de Economia Mundial da FGV (Fundação Getúlio Vargas) para debater o impacto da crise asiática no Brasil, na Argentina, no Chile e no México. |
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