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| Recife, Sábado, 28 de Março de 1998 |
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Usuário de plano sem atendimento Dívidas da Policlínica Santa Clara com hospitais e médicos credenciados ultrapassam os R$ 220 mil Erilene Araújo Nas duas vezes que a diretora de escola Jacirema Martins de Souza precisou, não pôde contar com o plano de saúde Santa Clara. O atendimento não foi feito porque uma das clínicas credenciadas alegou que amigdalite e dor na coluna não eram consideradas urgências e, portanto, ela teria que aguardar para ser atendida na rede própria do plano. Isso não foi tudo. Ao tentar marcar uma consulta com o seu médico, Jacirema foi informada de que ele, assim como vários outros, haviam suspendido o convênio porque a Santa Clara não vinha realizando os pagamentos. "Quando soube disso, conversei com algumas pessoas que trabalham comigo e descobri que todas estavam enfrentado o mesmo problema. Juntas, solicitamos que o plano empresa fosse cancelado, pois não é justo efetuar o pagamento pontualmente e não dispôr do serviço", disparou Jacirema. A dívida da Santa Clara com as empresas conveniadas gira em torno de R$ 120 mil. Mais de 60 médicos suspenderam o convênio porque não recebem o pagamento das glosas (guia de consulta)há mais de quatro meses. Hoje esse débito ultrapassa R$ 100 mil. As dívidas da Policlínica não param por ai. Alguns centros médicos aguardam o acerto de contas. As negociações estão emperradas e vêm sendo constantemente adiadas para uma nova data. A Policlínica Santa Clara está investindo R$ 15 mil em mídia televisiva a fim de informar aos usuários do plano de saúde da rede própria que não está passando por dificuldades financeiras. Segundo o diretor comercial da empresa, Flávio Wanderley, não passa de um boato a informação de que a Policlínica vai quebrar, que iniciou no segundo semestre do ano passado, quando alguns médicos, laboratórios e hospitais da Região Metropolitana do Recife foram descredenciados. A empresa já teve cancelados 30% dos contratos. Os prejuízos não foram revelados. Segundo Wanderley, "os boatos" da quebradeira foram disseminados por pessoas que trabalham com a venda direta do plano de saúde e que ainda não receberam as comissões pela comercialização de novos contratos. "As negociações para liquidar o débito já iniciaram e devem ser concluídas em mais alguns meses", garantiu. HOSPITAL O diretor administrativo do Hospital Santa Elisa, Jairo Flores, é um dos que aguarda por este acerto de contas. Ele contou que a dívida da Policlínica com a empresa, em torno de R$ 80 mil, está atrasada desde julho de 97. Em dezembro, a direção da Santa Clara deu o primeiro sinal de que estava disposta a negociar. A proposta era pagar tudo, no máximo, até janeiro deste ano. A sugestão foi aceita, mas somente a dívida referente a julho foi liquidada. A justificativa dada pela Policlínica é a de que a empresa não estava em condições financeiras para cumprir o acordo. Na semana passada, a direção da Santa Clara fez uma nova proposta: efetuar o pagamento em doze parcelas, de dez em dez dias, sem qualquer correção. A sugestão está sendo analisada pela direção do Santa Elisa. "Antes, fizemos um acordo de cavalheiros, que não foi cumprido. |
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