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| Recife, Sábado, 28 de Março de 1998 |
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Empresários lançam suas candidaturas à Fiepe Edson Mororó e Ricardo Pinto querem priorizar pequena empresa Contrariando todos os discursos feitos até hoje por lideranças do empresariado pernambucano, o presidente da Moura Baterias, candidato à presidência da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), disse, ontem, que os projetos chamados estruturadores - refinaria de petróleo, montadora de automóveis, usina termoelétrica - não são indispensáveis. "Se eu ganhar a eleição, vou priorizar a modernização das pequenas e médias empresas. Projetos como o de uma montadora apenas aumentam a concentração de renda", afirmou, durante o lançamento oficial de sua candidatura e do também empresário Ricardo Pinto, que concorre na mesma chapa à vice-presidência. Mororó explicou que sua plataforma de atuação não estará, de maneira alguma, voltada a barrar tais projetos, mas a priorizar o que, em sua avaliação, é mais plausível. "É quase uma ilusão pensar que uma refinaria de petróleo virá para o estado. Por que não trabalharmos no que está mais ao nosso alcance?", questionou. Segundo Mororó, a idéia é disponibilizar mensalmente R$ 100 mil do orçamento da Fiepe - hoje em R$ 2,2 milhões/mês - para investir em cursos, intercâmbios, missões, feiras e projetos que integrem o empresariado local ao processo de globalização. A união com o proprietário das Cerâmicas Pinto, Ricardo Pinto, na composição da chapa, foi decidida há quinze dias, depois que os dois haviam anunciado, isoladamente, a disposição de se candidatarem à presidência da federação. "Resolvi aceitar a vice-presidência por várias razões. Entre elas porque o prefeito Nilton Carneiro (Jaboatão) me pediu que continuasse à frente da Secretaria de Finanças do município. Além do mais, acredito que Edson Mororó tem realmente uma proposta de mudança na atuação da Fiepe, sem projetos pessoais", disse. FOGO CRUZADO O atual presidente da Fiepe, Armando Monteiro Neto, não escapou, ontem, da metralhadora em que se transformaram os empresários Edson Moura Mororó e Ricardo Pinto desde que decidiram se candidatar à presidência da entidade. "Hoje a Fiepe é um império absolutista", disparou Mororó. "Enquanto ele (Monteiro Neto) fica lá como um Deus, nós pretendemos dialogar e ter independência, sem ligação alguma com partidos políticos". Tanto Mororó quanto Ricardo Pinto já deram sinais de que vão utilizar a provável candidatura de Armando Monteiro à Câmara dos Deputados como um empecilho à sua reeleição. "A Fiepe não pode ser partidária. Nunca poderia ter bons resultados quando os deputados vêem o presidente da entidade como um adversário político", ressaltou Ricardo Pinto. |
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