SÃO PAULO - O governo brasileiro tem adotado medidas corretas e uma estratégia errada no combater ao incêndio em Roraima. Especialistas concordam com a realização dos aceros e o uso de abafadores, mas dizem que até agora não há coordenação nas ações e que o número de pessoas envolvidas no combate ao fogo e de equipamentos é insuficiente. Uma das principais críticas de entidades ambientalistas e até mesmo de representantes do governo que trabalham na região é a fiscalização frouxa contra novos focos de queimadas provocados pela ação do homem. Isso faz com que os pequenos agricultores não se sintam intimidados a continuar a fazer queimadas em suas propriedades, que acabam extrapolando os limites do terreno.
Na cidade de Apiaú há apenas oito fiscais. Também houve atraso do governo em montar uma central de monitoramente. O sistema computadorizado, que vai organizar as ações dos bombeiros, só começa a funcionar no domingo.