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| Recife, Sábado, 28 de Março de 1998 |
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Incêndio em florestas de Roraima está longe do fim Fogo se alastra por área igual ao estado de Alagoas SÃO PAULO - As imagens do satélite americano NOAA, recebidas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), através do Instituto de Meteorologia (Inimet), mostram que o fogo ainda está longe de ser controlado em Roraima. As queimadas atingiram ontem 63 focos de incêndio, atingindo cerca de 15,3% dos 201.900 quilômetros quadrados de Roraima cobertos de savanas e florestas. As queimadas já abriram clarões que, somados, chegam a 30.966 quilômetros quadrados, extensão maior que todo o estado de Alagoas, que tem uma área de 27.933 quilômetros quadrados. As savanas, que representam 18% do território do estado, com 39.600 quilômetros quadrados, tiveram 70% de sua extensão destruídos pelo fogo. O período de recuperação calculado pelos técnicos - eles se baseiam na destruição de 4 a 16 toneladas de biomassa por hectare - varia de seis a doze meses, depois que todo o ecossistema voltar ao equilíbrio. Na parte de florestas, com uma extensão de 162.600 quilômetros quadrados, o fogo já destruiu algo em tornode 2% de toda a área - o que equivale a 3.246 quilômetros quadrados, mais que o dobro 1.509 mil quilômetros quadrados que correspondem a área do município de São Paulo. "As imagens mostram que as queimadas continuam em franca evolução", disse ontem o pesquisador João Roberto dos Santos, especializado em ciência florestal. Ele lembra que as áreas florestais destruídas pelo fogo vão demorar de três a quatro décadas para se recompor. Santos acha que se as queimadas não forem controladas, há riscos de atingir áreas maiores na chamada floresta aberta e, assim, expandir-se por serras e regiões rochosas de difícil, onde o fogo é mais intenso e avança com mais velocidade. |
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