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| Recife, Sábado, 28 de Março de 1998 |
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Carlos Wilson vai reforçar estratégia do governador O senador Carlos Wilson, candidato do PSDB ao governo de Pernambuco, vai exigir do governo federal o mesmo tratamento dispensado a outros estados, no que diz respeito a antecipação de recursos relativos a venda de estatais. Ele se empenhará pessoalmente para impedir o êxito da manobra do PFL, feita através do Tribunal de Contas da União, cujo objetivo é impedir a vinda do adiantamento de R$ 700 milhões para o estado pela venda da Celpe. Ao seu ver, o PFL ficará "marcado por ter trabalhado contra a entrada de recursos em Pernambuco". O TCU atendeu a consulta da Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados, da qual Mendonça Filho (PFL) faz parte, e decidiu que, antes de ser viabilizada, a operação deve passar pelo crivo do Senado e do Banco Central. Ressalte-se que Mendonça Filho é genro do presidente do TCU, Marcos Vinícius Vilaça. A FAVOR No segundo semestre do ano passado, quando o governador Miguel Arraes (PSB) anunciou a privatização da Celpe, o senador tucano se posicionou a favor não só da privatização como da antecipação de recursos. Dois dias depois, conversou com Luis Carlos Mendonça de Barros, presidente do BNDES. Na oportunidade, Barros teria confirmado as pressões que estava recebendo de todos os lados das lideranças do PFL. "São atitudes deste tipo que botam Pernambuco para baixo. Se esse dinheiro saiu para outros estados, porquê não sai para Pernambuco?", questionou, na época. "Qualquer manobra que vise impedir a entrada de recursos no estado é prejudicial a população e deve ser repudiada com veemência", disse Carlos Wilson. Segundo o DIÁRIO apurou, ao saber da decisão do TCU, ele teria conversado, às 19h da quinta-feira, com o vice-presidente Marco Maciel, para lhe dizer que aquela articulação pegará muito mal para Pernambuco e poderá "respingar em todo mundo". Maciel teria reagido como se não tivesse tomado conhecimento do assunto. ANTECIPAÇÃO O senador tucano lembrou que a companhia de luz de São Paulo recebeu uma antecipação de R$ 780 milhões do governo federal em agosto de 97. "O BNDES desembolsou mais de R$ 1,6 bilhão de antecipação de recursos para o programa de estímulo a privatização em doze estados", acrescentou. Segundo ele, os estados são: Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Rio Grande do Norte, Piauí, Rondônia, Rio de Janeiro e Espírito Santo. "Vou exigir que Pernambuco receba o mesmo tratamento", ressaltou. O candidato a governador do PSDB acenou que não dará sossego ao PFL e que, se não vai fulanizar, pelo menos vai responsabilizar todo o partido por tentar impedir a vinda dos R$ 700 milhões. "É criminoso o que o PFL está fazendo. O PFL vai pagar caro por isso. O povo vai entender", apostou. |
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