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| Recife, Quinta-Feira, 26 de Março de 1998 |
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Nova droga contra Aids Lafepe começa a fabricar a Didanosina, um dos remédios contra a AIDS Pernambuco se firma como produtor brasileiro de medicamentos usados no tratamento de portadores do vírus da Aids. Ontem, o Laboratório Farmacêutico do estado - Lafepe - lançou a Didanosina, terceiro medicamento fabricado pelo laboratório que pode compor o coquetel usado para controlar a reprodução do HIV, adiar o aparecimento dos sintomas da doença e reativar o funcionamento do sistema imunológico de pacientes infectados. A droga está sendo produzida em duas apresentações: cápsulas e pó (para solução oral, de uso pediátrico). Após o lançamento oficial, o ministério da Saúde fechou acordo com o laboratório para comprar 15 mil frascos da Didanosina pó, que serão distribuídos para todo o país. Segundo o presidente do Lafepe, Antônio Alves, o governo federal conseguirá economizar cerca de R$ 300 mil com o acordo, pois a droga é 22% mais barata que a comprada anteriormente pelo ministério. Seguindo orientação da coordenação do programa de Doenças Sexualmente Transmissíveis - DST - AIDS, do governo federal, a Didanosina pó está sendo vendida, acompanhada de um anti-ácido - o hidróxido de alumínio. "É porque o medicamento se degrada no PH ácido. Por isso é ingerido numa solução com água e anti-ácido", explicou Alves. O medicamento usado pelo ministério não era acompanhado pelo anti-ácido. A Didanosina, assim como o Estavudina, é um inibidor da transcriptase reversa (enzima responsável pela reprodução do vírus da Aids). O coquetel usado no tratamento de aidéticos é composto por três medicamentos: um inibidor de transcriptase, um inibidor de protease e o AZT. O Lafepe também produz o AZT, em cápsula e xarope pediátrico. A importância de oferecer outro inibidor de transcriptase é grande, segundo Alves. "Para tratar a AIDS, é preciso dispor de um arsenal de medicamentos. Os pacientes reagem de forma diferente às drogas, algumas têm melhor adaptação que outras", informou. |
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