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| Recife, Quinta-Feira, 26 de Março de 1998 |
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Exigência argentina RIO - O jogo de despedida da seleção brasileira para a Copa do Mundo na França só será disputado em Fortaleza, dia 29 de abril, se a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) convencer a Argentina a abrir mão do Maracanã. O vice-presidente jurídico da CBF, Carlos Eugênio Lopes, disse ontem que o impasse está impedindo a confirmação do local. "O presidente Ricardo Teixeira está insistindo, mas os argentinos resistem", afirmou. Rio e Fortaleza disputam a partida que definirá a lista dos 22 jogadores de Zagallo para a campanha do pentacampeonato. O presidente da Suderj (Superintendência de Desportos do Rio de Janeiro), Raul Raposo, responsável pela administração do Maracanã, disse que a CBF reservou a data para o amistoso. Os cearenses também confiam num acordo prévio com a CBF. A Suderj cederá o campo do Maracanã limpo para a instalação das faixas da empresa responsável pelos direitos de publicidade da seleção, uma das exigências da CBF. Raposo está disposto a ceder mais para ganhar a disputa com os cearenses. Ele admite abrir mão da taxa de aluguel do estádio (7% da renda), para possibilitar a volta da seleção brasileira ao Maracanã. Mas acima do interesse dos argentinos, que preferem jogar no Maracanã, há a questão política em jogo. Sediar a partida de despedida da seleção brasileira é um grande trunfo num ano eleitoral. A CBF mudou a política de amistosos da seleção depois da conquista do tetracampeonato. Em vez de marcar os jogos para grandes centros, como Rio e São Paulo, optou por amistosos em cidades do interior do País, onde, de acordo com os dirigentes, havia maior receptividade. Ao mesmo tempo, era uma forma de reforçar a base política do presidente da entidade, Ricardo Teixeira. Sediar o último jogo da seleção faz parte da estratégia da Suderj para atrair empresas interessadas na privatização do Maracanã. Raul Raposo admite que está difícil encontrar grupos dispostos a investir U$ 50 milhões no estádio, em três anos. |
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