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| Recife, Quinta-Feira, 26 de Março de 1998 |
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Câmara decide destino de Naya O relator do processo de cassação, Marconi Perillo, deverá acatar acusações de quebra de decoro parlamentar BRASÍLIA - A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara deverá votar hoje a cassação do mandato do deputado Sérgio Naya (sem partido-MG). Ele é acusado de quebra do decoro parlamentar, por ter afirmado, numa reunião com vereadores de Três Pontas (MG), que falsificou a assinatura do governador de Minas Gerais, apoderou-se de uma draga de quase R$ 1 milhão, teria condição de comprar eleitores e teria também facilidades para o contrabando. O relator do processo de cassação, deputado Marconi Perillo (PSDB-GO), deverá acatar as acusações feitas em duas representações contrárias a Naya e sugerir a perda do mandato do parlamentar dono da empreiteira Sersan, que construiu o Edifício Palace 2, na Barra da Tijuca, no Rio. Esse edifício ruiu parcialmente, matando oito moradores. Teve de ser implodido depois. Das representações, uma é da Mesa Diretora da Câmara, assinada pelo presidente, Michel Temer (PMDB-SP); outra, do PT. As duas representações baseiam-se na fita da reunião com os vereadores, divulgada peloprograma Fantástico, e pedem a cassação do deputado. A tendência na CCJ é pela cassação do mandato de Naya. Se houver quórum para votação, não há dúvidas de que Naya será derrotado hoje. A decisão que for tomada pela CCJ terá ainda de ser ratificada pelo plenário da Câmara. Nos dois casos, a votação é secreta. No plenário da Câmara, são necessários 257 votos para a cassação de um parlamentar. Na CCJ, a declaração de perda de mandato dá-se por maioria simples dos presentes, desde que participem da sessão pelo menos 26 deputados. Uma pesquisa informal feita por jornalistas com 26 dos 51 integrantes da CCJ apontou para uma ampla maioria favorável à cassação do mandato de Naya. |
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