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| Recife, Domingo, 22 de Março de 1998 |
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Servidor da Prefeitura não recebe Com a greve do Bandepe, alguns funcionários ficaram sem salário Depois de enfrentar uma manhã de fila debaixo de sol forte, boa parte dos funcionários da Prefeitura do Recife voltou para casa de bolso vazio. A entrega dos contra-cheques no prédio-sede da Prefeitura - em função da greve do Bandepe, que começa amanhã - foi lenta, ficando aquém do esperado. Não mais que 3,8 mil, pessoas, num total de 11,5 mil, conseguiram receber o salário. A prefeitura quer entregar ainda hoje os 7,7 mil contra-cheques restantes. A prefeitura reinicia das 8h às 13h, a entrega dos contra-cheques e a agência Centro do Banco do Brasil (Rio Branco) reabre, das nove da manhã a uma da tarde, para atender aos funcionários. Os trabalhadores do Bandepe confirmaram ontem, em assembléia, que iniciarão uma greve a partir da zero hora de amanhã. Por isso, a Prefeitura transferiu o pagamento dos funcionários do Bandepe para o Banco do Brasil. O pagamento, que deveria começar na terça, no Bandepe, teve início ontem, no Banco do Brasil. O tumulto de ontem na sede da prefeitura fez com que muita gente queconseguiu pegar o contra-cheque, desistisse de ir ao banco. "Não vale a pena enfrentar outra fila para receber uma miséria", diziam alguns trabalhadores. Quem não conseguir pegar seu dinheiro até hoje, poderá sofrer com o congestionamento nas agências do Banco do Brasil, que começam a pagar os salários dos servidores federais na quarta-feira. Para tentar evitar isso, as 30 agências do Banco do Brasil no Grande Recife vão abrir uma hora mais cedo, na segunda e na terça-feira, especialmente para atender os funcionários da prefeitura. Como o governo do estado recuou, na última quinta, nas negociações com os trabalhadores do Bandepe e não apresentou nenhuma nova proposta, os funcionários do banco decidiram, ontem, fazer greve por tempo indeterminado. Amanhã, a paralização das 52 agências vai começar pelo postão do Bandepe, na rua 7 de Setembro, às 8h. Eles reinvidicam um reajuste de 10,5% relativo aos dissídios de 95 e 96, e mais os 5% do reajuste da categoria em 97, além do pagamento da participação noslucros. Desde outubro do ano passado, os 1,6 mil funcionários do banco tentam negociar com o governo do estado, sem resultados até hoje. O governo, até a última quinta-feira, se propôs a pagar metade dos dissídios de 95 a 97 e a participação nos lucros. Empresário do grupo Othon é morto RIO - Morreu assassinado ontem Luiz Brito Bezerra de Melo Júnior, 53 anos, um dos membros do conselho administrativo da rede de hotéis Othon. Ele era neto de Othon Bezerra de Melo, fundador da rede, e morreu com um tiro na barriga durante um assalto a seu sítio, em Várzea das Moças, em Niterói (região metropolitana do Rio). Segundo a polícia, quatro homens invadiram o sítio e prenderam a sua mulher, Tereza Cristina, além do caseiro do sítio. Maria Tereza disse, em seu depoimento à polícia, que os ladrões queriam jóias e a coleção de armas de seu marido. Eles levaram aparelhos de TV, vídeo e rádio amador, além do carro da família, uma Blazer vermelha. Assaltantes de taxistas são presos A Polícia Militar conseguiu prender, ontem, quatro integrantes de uma quadrilha que vinha praticando assaltos a taxistas. Os acusados, Eduardo Monteiro, 19 anos, Jeferson da Silva, 18, Wellington da Silva, 18, e Josiane dos Santos, 19, foram presos em flagrante e encaminhados ao presídio Aníbal Bruno. A prisão ocorreu após a quadrilha ter assaltado o motorista de táxi Marcelo César dos Santos, 27 anos. Os bandidos se passaram por passageiros e o obrigaram a seguir para altura do lixão, em Peixinhos. No local, o libertaram e ficaram com o táxi. O motorista encontrou uma viatura da Rádio Patrulha e pediu ajuda. As investigações levaram até a residência do líder da quadrilha, Eduardo Monteiro, na favela Saramandaia, Campo Grande. |
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