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| (Atualizado no dia 18/3/1998) |
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BNDES financia R$ 30 milhões para produtores de software Medida beneficia empresas que têm condições de vender o produto ou serviço no exterior Hugo Pordeus O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) decidiu apostar nos produtores brasileiros de software. Carlos Eduardo Castello Branco, gerente de operações de software do banco, veio ao Recife, na semana passada, para apresentar o PROSOFT, programa de financiamento que dispõe de R$ 30 milhões para emprestar às empresas do setor com faturamento máximo de R$ 20 milhões no último ano. Cada firma pode receber de R$ 200 mil até R$ 2 milhões. Em sua visita à cidade, Castello Branco esteve com diretores de várias empresas - entre elas, incubadas do SoftexRecife, CESAR, RecifeBeat e Incubatep. Alguns participantes - a exemplo de Pointer, Informa, Mercatto, Mundi e Cashnet - mostraram interesse em solicitar o empréstimo do banco. Na palestra realizada no auditório do ITEP (Instituto de Tecnologia de Pernambuco), ele mostrou detalhes do plano de financiamento a cerca de 40 empresários e deixou uma mensagem. "Formar parcerias é uma atitude fundamental para superar as carências do setor". Para obter ofinanciamento do BNDES, os desenvolvedores precisam enviar à SOFTEX (Sociedade Brasileira para Promoção de Exportação de Software) um plano de negócios comprovando que têm condições de comercializar o produto ou serviço no exterior em um prazo de 30 meses. No processo de avaliação, serão levados em consideração itens como qualidade técnica do produto, capacidade empresarial dos dirigentes, viabilidade econômica e comercial. "Este é um investimento de capital de risco. O credor precisa ser convencido das qualidades do produto e, principalmente, da empresa em que está apostando", explica Castello Branco. Os empréstimos concedidos através do PROSOFT poderão ser quitados em seis anos e o prazo para começar a pagar é de dois anos. Segundo Castello Branco, o BNDES, em parceria com a SOFTEX, está realizando uma operação sem precedentes na história do banco. "Este é um programa exclusivo para o setor de software e oferece algumas facilidades para compensar a falta de investimentos de risco neste mercado", diz. A correção do financiamento não será feita por nenhuma taxa de juro, seguindo o Índice Geral de Preços (IGP-M). PROFISSIONALIZAÇÃO O mercado mundial de software movimenta cerca de 300 bilhões de dólares e tem um crescimento de 15 a 20% por ano. Grande parte das empresas deste segmento é de médio e pequeno porte. No Brasil, as vendas atingem 2,5 bilhões de dólares e existem mais de 3,5 mil produtores, a maioria esmagadora (95%) deles formada por microempresas com pouco tempo de atuação. Em Pernambuco, a área passa por um momento de grande expansão. Na opinião de Ismar Kaufman, diretor-geral da Informa e secretário executivo do CESAR, os desenvolvedores de software locais têm como principais características a capacidade de inovação e de concretização de negócios. "Os núcleos de produção do Recife podem ser equiparados aos demais centros do país, exceto São Paulo, que está bem à frente", diz. Kaufman enumera, porém, algumas dificuldades. "Continuamos precisando de investidores. Ao mesmo tempo, temos que aperfeiçoar nossas estratégias de marketing e a organização empresarial", completa. Cláudio Marinho, diretor-executivo da SoftexRecife, também acredita na competitividade das empresas do estado. "Estamos aprendendo depressa a fazer negócios e conseguindo resultados concretos, porque aqui existem profissionais preparados e boas idéias. Isto demonstra que estamos em condições de competir", afirma. Interessados em saber mais sobre o PROSOFT devem acessar o site do BNDES na Internet (www. bndes.gov.br). Informações de outros planos de financiamento podem ser obtidas no site da Softex (www.softex.br). |
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