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| Recife, Domingo, 22 de Março de 1998 |
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Despedida anunciada Robert Scheidt garante que troca a Classe Laser pela Oceano depois da Olimpíada de Sydney, em 2000 São Paulo - Para a Olimpíada de Sydney, no ano 2000, os planos do velejador tricampeão mundial Robert Scheidt já estão traçados: buscar mais uma medalha de ouro, como fez em Atlanta, em 1996, na Classe Laser. Mas, depois disso, os projetos de Scheidt são muito mais ambiciosos. O iatista quer integrar a tripulação ou, se possível, comandar um veleiro de oceano em desafios como as regatas de volta ao mundo Whitbread ou América€s Cup, os circuitos europeus ou norte-americanos para este tipo de barco. Em paralelo a sua preparação para a Laser, Scheidt já navegou em um barco da Star este ano e fará alguns eventos de vela oceânica, a bordo do Mitsubishi, o barco de Eduardo Souza Ramos, a partir de abril. "Adoro a Laser, mas já navego nesta classe desde 1987", comenta Scheidt, afirmando que deve buscar motivação em novos desafios para depois da Olimpíada. "Tenho de pensar em uma evolução, mesmo porque quero estar velejando aos 40 anos", afirma Scheidt, que completa 25 anos em 15 de abril. "Quero velejar de Oceano, onde há muito profissionalismo." MODELOS As referências do iatista para o seu futuro são excelentes. Cita dois navegadores do mais alto nível técnico internacional que começaram na Laser, exatamente como ele. Um deles é Torben Grael, donos de três medalhas olímpicas (bronze e ouro, na Star, e prata, na Soling). Torben foi o primeiro brasileiro a competir na Whitbread - atuou como timoneiro a bordo do barco norueguês Innovation Kvaener, na terceira etapa da regata (entre Fremantle e Sydney, na Austrália). Torben foi convidado a participar de todo o percurso, mas não aceitou para iniciar os treinos com o time italiano para a America€s Cup. O outro modelo de Scheidt é ninguém menos do que o californiano Paul Cayard, de 38 anos, comandante do veleiro suéco EF Language, que lidera a Whitbread, depois de corridas cinco penas da prova, desde Southampton, na África do Sul (a flotilha segue agora rumo a Fort Lauderdale). Comenta-se que o comandante estaria competindo a regata por um salário muito atrante: US$ 1milhão. "São barcos grandes, incríveis, com uma tecnologia de ponta e um desafio enorme, tanto para a parte técnica, quanto física e emocional de qualquer velejador", lembra Scheidt. "Eles já navegaram de Laser e acho que é preciso pensar em algo bem profissional." DIVERSIDADE Scheidt, que foi o sexto colocado no Mundial da Federação Internacional de Iatismo (Isaf), em Dubai, na semana passada, já assegurou uma vaga para o Brasil na Olimpíada de Sydney, pela Classe Laser. Mas para ter a sua vaga terá de disputar pré-olímpicos, no ano que vem. Por enquanto, planeja competir, em maio, nas Semanas de Spa, na Holanda, e de Kiel, na Alemanha; em agosto, na Semana de Cork; em setembro, vai conhecer a raia olímpica de Sydney; em dezembro volta para a Austrália em preparação para o Mundial de Melbourne, marcado para janeiro de 1999. Ao mesmo tempo, optou pela diversidade. Já navegou na Semana de Búzios e no Sul-Americano pela classe Star, com Guilherme de Almeida. |
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