Recife, Domingo, 22 de Março de 1998

Terciário estimula crescimento

É na área de serviços (setor terciário), responsável por 68% do Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco, que se encontram as atividades econômicas de maior futuro para o estado: turismo, informática e medicina. "São três pólos essencialmente intercomplementares, que precisam ser trabalhados com planejamento estratégico e associativismo", afirmou o consultor Organizacional e presidente do Conselho Consultivo do Instituto de Administração e Tecnologia (ADM & TEC), Fernando Gonçalves.

Responsável pelas conclusões do seminário A Vocação Terciária da Região Metropolitana do Recife (RMR), promovido pelo DIÁRIO DE PERNAMBUCO E ADM & TEC, que ocorreu na semana passada, na Fiepe, Gonçalves acredita que existe uma consciência de que a RMR precisa ser fortalecida no setor de serviços. "O Recife não tem tradição industrial", observou.

Entre as idéias levantadas no seminário, Fernando Gonçalves destaca que o turismo, visto com desconfiança enquanto negócio, no passado, é hoje considerado uma atividade econômica de importância significativa para o desenvolvimento do estado. Apesar disso, ainda necessita de dados estatísticos mais sedimentados para uma análise correta do seu potencial e um planejamento estratégico.

Em relação ao setor de saúde, o consultor concluiu do debate feito no seminário que o pólo médico é gerador de conhecimentos e se constitui num dos principais centros do país. O crescimento da área ocorreu, a partir da década de 80, com a implantação de equipamentos de ponta em hospitais e clínicas do estado, principalmente no Recife, tendo como base a formação do conhecimento na década de 50 e a retomada do prestígio da área de saúde, a partir de 73. O pólo tem hoje 3320 leitos e emprega 21,5 mil pessoas.

O consultor destacou, também, que os debatedores mostraram que as oportunidades no segmento de informática não são fáceis de serem visualizadas por todos que estão nesse mercado "de potencial gigantesco e desafiante para os novos empreendedores". Segundo Gonçalves, pela avaliação de especialistas do setor, os negócios on line são alavancadores de novas iniciativas e poderão propiciar maiores patamares de lucros. Ele destaca que o setor tem uma geração nova, sem preconceitos, mas é preciso evitar a evasão de profissionais especializados para outras regiões e para o exterior.


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