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| Recife, Domingo, 22 de Março de 1998 |
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Participantes têm peso no projeto "É sinal que as coisas mudaram, amadureceram e chegaram ao ponto em que todos os participantes têm algum peso", analisou o chanceler do Chile, José Miguel Insulza sobre a implantação da Alca. "Em 1994, pensávamos que a Alca era um projeto dos Estados Unidos para ampliar o Nafta (Zona de Livre Comércio dos americanos com o Canadá e o México), e que o Chile era o primeiro na lista de países com direito a carteirinha de sócio", contou. Ele lembrou que Clinton convidou o Chile para integrar o Nafta na mesma ocasião em que anunciou uma Alca para 2005. Queria premiar o exemplo de economia aberta e estável da América Latina, mas não obteve apoio do Congresso para fechar o acordo. "No Chile não se falava em outra coisa, até nas revistas de moda", lembra Insulza. "Por isso a decepção foi tão grande". De lá pra cá o Chile mudou: aliou-se ao Mercosul, que já inspirava maior credibilidade. "Não descartamos o Nafta, mas hoje a situação é outra", disse Insulza. Ele explicou que o País já se beneficiou do convite feito pelos EUA e jamais concretizado: de 1994 a 1996, recebeu mais investimentos estrageiros do que 1973 a 1993, simplesmente porque muitos achavam que o Chile seria o quarto membro do Nafta. APROXIMAÇÃO Se hoje Clinton obtivesse a aprovação do Congresso para cumprir sua promessa de 94, os chilenos aceitariam? "Já fomos tratados pelos investidores como sócios do clube", disse. "O que ganharíamos agora, pagando as cotas?" perguntou rindo. Mas a aliança do Chile ao Mercosul não foi a única novidade. Por falta de opção, os EUA acabaram se aproximando mais do bloco econômico, considerado há dez meses o maior opositor. |
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