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| Recife, Domingo, 22 de Março de 1998 |
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Votação proporcional As eleições dos candidatos proporcionais denunciam uma certa contradição no comportamento do eleitor pernambucano. Se por um lado ele tem caprichado nos votos nulos - válvula de escape para os desencantos com os políticos -, também pode ser observado que os votos brancos têm sido colocados de lado. Os votos conquistados por deputados federais e estaduais em 1990 e 1994 demonstram isso com clareza. Há 8 anos, os deputados federais mais votados foram Miguel Arraes, com 339.158 votos dos votos válidos (10,43%) - recorde na votação para deputado federal -, e Roberto Magalhães, que obteve 205.341 votos (6,31%). Os votos brancos totalizaram 1.084.960 e o nulos, 406.372. Numa comparação livre com os resultados de 94, quando os campeões das urnas foram Roberto Magalhães, com 229.483 votos, e Eduardo Campos (PSB), com 113.347 votos, os votos brancos caíram - para 685.139. Já os nulos apresentaram um salto considerável: passaram para 985.385 votos. Vale salientar quem em 90 o eleitorado pernambucano era de 3.885.434 e em 94, 4.467.948. O mesmo fato ocorreu com a disputa para a Assembléia Legislativa do Estado. Os deputados estaduais estão um pouco mais descansados quanto ao voto em branco. Em compensação, os votos nulos lhe tiram mais e mais o sono, o que pode se agravar nas eleições deste ano. Em 90, o pefelista Oswaldo Rabelo se elegeu com 37.586 votos, seguido pelo petista Humberto Costa, com 29.170 votos. A taxa de abstenção atingiu os 16,3% - 635.138 eleitores não votaram. Nesse pleito, os brancos foram 1.056.163 votos e os nulos, 422.004. Em 94, o petista João Paulo sagrou-se o deputado estadual mais votado, chegando a 48.892 votos, graças à popularidade que ganhou depois que foi barbaramente espancado pela polícia numa ocupação de terreno por sem-teto. Na última eleição, os votos brancos foram a opção de 664.384 pessoas, enquanto que 801.457 eleitores anularam seus votos. |
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