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| Recife, Terça-Feira, 17 de Março de 1998 |
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Há 150 anos Sexta-feira, 17 de março de 1848. Declarações. - Grande Cosmorama! - Comunica-se ao respeitável público que do dia 20 em diante, principiará no salão do Colégio (outrora casa da Natalense) a exposição de um grande cosmorama com três gêneros de vidros: cosmorama, neorama e diorama. Não é possível descrever a magnificência das encantadoras vistas que se hão de apresentar, nem tão pouco o prazer que se goza ao observar a maneira por que são representados os objetos, a ponto de figurarem originalmente. Será para desejar que os observadores vejam aqui em seis semanas (tempo que há de durar a exposição) as grandes e principais cidades do mundo; e assim se habilitem a falar delas com todo o conhecimento e critério, como se tivessem feito uma viagem em todo o globo. O expositor espera que o judiciário público acolha devidamente um objeto que na realidade corresponderá ao programa. Avisos Diversos. - A Voz do Brasil nº 20. - Está a venda nos lugares do costume. Este número trata dos brinquedos de entrudo, e por issoé de interesse à rapaziada de bom gosto. Há 100 anos Quinta-feira, 17 de março de 1898. Revista Diária - Flechas - acha-se publicado o primeiro volume das Flechas, coleção de artigos publicados na Cidade do Rio, pelo inteligente jornalista Dr. Gonçalves Maia cuja pena ilustra constantemente as páginas d€A Provincia. As Flechas não são desconhecidas do público pelo dispensamo-nos de dar uma notícia detida. A edição foi feita pela acreditada Livraria Leopoldo Silveira que esforçou-se dar um público um trabalho nítido. Graças pelo exemplar que a mesma livraria ofereceu-nos. Reclamação - Pedem-nos para reclamarmos da autoridade competente uma providência sobre a inconveniência prejudicialíssima das exalações pútridas que nota-se em crescido número de sargetas desta cidade. Comquanto não haja trânsito apreciável depois de certa hora da noite, todavia tais exalações são incomodativas às pessoas que residem perto dos focos e que durante o sono são forçados a aspirar o ar infeccionado e sobremodo anti-higiênico. Não referimo-nos a algumas sargetas que apenas derramanum leve odor, falamos das que constituem uma barreira insuperável ao tratamento incauto e que não pode enfrentar absolutamente semehante inimigo. Há 50 anos Quarta-feira, 17 de Março de 1948 Coisas da cidade - No Teatro Santa Isabel - Num intervalo da Companhia Mário Brasini, no Teatro Santa Isabel, fomos olhar o antigo salão de honra da velha casa de espetáculos. Lá estão dois bustos horrivelmente feios de Carlos Gomes e de Samuel Campelo e alguns divans, com o assento bastante surrado. O aspecto geral do salão nos pareceu simplesmente lamentável. Não sei de quem foi a lembrança de mandar retirar os móveis de jacarandá, que datavam do Império, e que durante muito tempo estávamos acostumados a ver, com suas linhas elegantes e nobres. Quando é que terá acontecido isso? O lustre de cristal e bronze, que foi removido dali para inépcia da Diretoria de Obras Públicas, há uns trinta anos passados, foi afinal substituído por um outro, que sem ser tão bonito e tão valioso, quanto o primeiro, mandado vir da França pelo próprio Vauthier, entretanto sempre compôs a situação e atenuou a falta. Mas onde estão os sofás e as cadeiras de jacarandá do Teatro? Quem as removeu dali? Para onde as encaminhou? Tudo aquilo tinha um valor considerável. Eram legítimas peças de jacarandá das mais belas que aqui existiam. Se foram removidas para algumas repartições públicas ou mesmo para os salões do Palácio do Governo, parece que deveriam voltar ao seu lugar primitivo. O governador do Estado, que é um homem de letras, poderia contribuir para essa reparação. - Z. (Aníbal Fernandes) |
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