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| (Atualizado no dia 6/3/1998) |
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Produção de pescados se intensifica O termômetro é o mercado de alevinos que registra grande procura dos piscicultores Antígona Monteiro Através de cidades do Interior como Petrolina, Aliança e Bonito, Pernambuco dá sinais do crescimento na produção de pescados de água doce. O termômetro é o aumento na procura por alevinos que são comercializados em locais como a Mar Doce, uma empresa de capital estrangeiro instalada há 16 anos em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife, que é um ponto de referência deste mercado a nível nacional. De propriedade de três sócios suíços, ela é uma das pioneiras empresas da iniciativa privadas a atuar no Brasil. Hoje sua produção atinge anualmente a casa dos cinco milhões de alevinos de espécies nativas (como a Tambaqui, o Curimatã e o Pacu) e das variedades importadas - Bagre africano, Carpas Chinesas (também conhecida como Carpa Prateada) e Tilápia. "Há três anos, os pernambucanos consumiam 0,5% de nossa produção. Atualmente, vendemos 25% para o Estado e temos a expectativa de, até o final do ano, atingirmos a meta de termos 50% da clientela local", informa o engenheiro de pesca Euclides Dourado, assessortécnico da Mar Doce. De acordo com ele, Petrolina está produzindo dez toneladas de Tilápia por mês. "Aliança tem uma expressiva produção de Carpa e Pacu. Já Bonito se destaca com o Bagre Africano", completa. O carro-chefe da empresa é a venda do Tambaqui, um peixe que conquistou a preferência dos piscicultores por ser de grande porte (chega aos R$ 30 quilos entre os quatro e cinco anos de vida). Para atende a demanda, a Mar Doce mantém 42 viveiros e emprega (direta e indiretamente) 26 funcionários. Além dos açudes particulares, a empresa tem na lista de clientes órgãos estatais como a Compesa, uma grande compradora da Carpa Prateada. "Esta espécie está sendo usada no peixamento de reservatórios, como Tapacurá, pois ela filtra a água e a deixa livre das algas", explica Dourado. Outra técnica vem ajudando Pernambuco a garantir o sucesso da criação de peixes em viveiros e açudes. Trata-se da melhoria tecnológica adotada pelos criadores, como a utilização do filhote de oito centímetros (o alevino II). Ao contrário do alevino I (que mede de dois a três centímetros aos 30 dias de vida), a variedade II, já com 70 dias, tem muito mais resistência para se esquivar do ataque de predadores como a Traíra, muito comum nos espelhos d€água do Nordeste. O assessor técnico da Mar Doce informa que tem sido boa a aceitação deste produto por parte dos criadores. "Passamos a trabalhar com esta variedade em julho do ano passado e já registramos muitos pedidos", acrescenta. O milheiro (mil unidades de filhotes) do Alevino II está sendo vendido a R$ 92,00. Outras informações através do telefone (081) 271.0367. |
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