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| (Atualizado no dia 6/3/1998) |
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Projeto aumenta renda de moradores do Interior Uma parceria está aumentando a renda de famílias do Interior pernambucano. Em Machados, no Agreste Setentrional, a 107 quilômetros do Recife, um grupo de costureiras, o Pró-Rural (órgão da Secretaria do Planejamento) e a fábrica de tecidos paulista Fibrasil (do Grupo Vicunha) se uniu e montou uma cooperativa para a confecção de camisas. As costureiras produzem cerca de cem mil camisas por mês e recebem em média um salário mínimo e meio - o equivalente a sete ou oito centavos por camisa costurada. A idéia partiu das próprias costureiras, que elaboraram um projeto para ser avaliado pelo Pró-Rural - programa do Governo do Estado voltado para apoiar comunidades rurais de Pernambuco. As donas de casa queriam uma alternativa para aumentar a renda familiar, já que no município a economia oferce poucas opções - a agricultura (que emprega mão-de-obra nos plantios da banana Pacovan), o comércio ou o trabalho na prefeitura, considerada a maior "empresa" da local pois emprega cerca de 400 pessoas e sobrevive basicamentecom os recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Desde que começou a ser implantado o projeto, a única dificuldade encontrada pelas costureiras foi competir com os produtos já existentes no mercado. Para garantir a comercialização das camisas, a Fibrasil Têxtil se uniu ao grupo e forneceu cerca de 400 máquinas de costura e os tecidos. Já o Pró-Rural investiu US$ 50 mil, através dos recursos do Banco Mundial, e as costureiras entraram com a mão-de-obra. A associação Comunitária das Costureiras de Machados funciona há cerca de dois anos, encontra-se instalada no centro da cidade, em terreno doado pela prefeitura local, e emprega atualmente cem mulheres. TECIDOS Segundo o superintendente da Fibrasil, Bento Bravo, a quantidade de tecido levada todos os meses para Machados varia de acordo com a produção. As costureiras já recebem o tecido cortado com os tamanhos medidos. Elas confeccionam apenas a gola e a manga da camisa. Quando as peças estão prontas, elas são vendidas em lojas, comércio e feiras de todo o País. Bento diz ainda que se houver demanda, a tecelagem apoiará outros projeto. Para o superintendente do Pró-Rural, Walmar Jucá, a intenção é expandir o programa para outros municípios do Estado de Pernambuco. "Atingimos o objetivo do programa que é gerar renda ao município, além de evitar o êxodo rural", completa Walmar. Além de Machados, o projeto encontra-se em fase de instalação em Orobó, na Região do Agreste Setentrional, e está em andamento nas cidades de João Alfredo, Glória de Goitá e Limoeiro. |
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