(Atualizado no dia 5/3/1998)

Genebra faz valer a força dos pequenos

RETA DE CHEGADA
Jorge Moraes
E-mail: veiculos@dpnet.com.br

Os europeus fazem bonito no Salão Internacional de Genebra. Tudo muito simples e ágil. A exposição que reúne as maiores marcas de fabricantes de automóveis não traz lançamentos de peso para o mercado mundial, mas apresenta em primeira mão algumas mudanças que devem dar o que falar. Uma delas é o novo Renault Clio. Volto a afirmar, pessoalmente é mais bonito. O projeto, claro, foi bem definido pelos engenheiros, que passaram os dias do evento recebendo elogios. A convite da Renault do Brasil, um grupo de doze jornalistas brasileiros vai dirigir pela primeira vez o veículo. Em entrevista coletiva, o presidente mundial da empresa, Louis Schweitzer, definiu que a produção do veículo no Mercosul está programada para o segundo semestre de 99, um ano depois da Scénic. Observar detalhes é nosso dever. É impressionante como cresce a presença de compactos, subcompactos e peruas no âmbito europeu.

Salão

Os pequenos foram as grandes estrelas em Genebra. A Toyota mostrou o Yaris, conceito que pode ser fabricado no Brasil, até o final de 99, um ano depois do início de produção do Corolla. A Nissan investiu no Micra. E, bem próximo, estava o pequenino Smart. Subaru, Mazda, Kia, Peugeot, Mercedes também mostravam seus pequenos.

Salão I

Na Mercedes-Benz, ninguém entendeu a decisão de cancelar o novo test-drive do Classe A. O carro voltou a ser produzido depois da reprovação no teste do alce. Do programa, restou apenas dirigir a nova Serie 3. Avaliar o compacto da Mercedes seria uma boa pedida. Tudo deve ser feito para recuperar a imagem do carro, que será construído em Juiz de Fora, Minas Gerais

Curso

A Scania firmou convênio de capacitação profissional com o Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, que congrega as escolas técnicas de São Paulo. Os funcionários da fábrica farão cursos de logística industrial e mecânica. Somente este ano, a montadora capacitará cerca de 150 funcionários, que devem ter o segundo grau completo para poder participar.

Mazda

A meta da Mazda em 98 é vender 2.500 carros no Brasil, garantindo crescimento de 86% sobre 97. A empresa vendeu no ano passado cerca de 1500 unidades. Este ano, chegam ao país os modelos Protegé, o MPV e a picape B 2500. Em 99, a empresa lançará o Miata MX 5 e o Millenia. Também vai ampliar o número de concessionárias.

Qualificação

O Sindipeças acaba de receber o certificado ISO 9002. É o primeiro sindicato brasileiro com o título. A meta é acompanhar o patamar de qualidade dos quinhentos filiados, que já têm o certificado e estão a caminho da QS 9000, título específico da indústria automotiva. Cerca de trinta associados já têm esse título.

Copa do Mundo

No período da Copa, a Peugeot e a Oremar (revendedora da marca no Brasil) estarão oferecendo leasing para os modelos zero quilômetro com custos promocionais. Válida até 29 de maio, a promoção permite que o carro seja retirado até 30 de setembro e devolvido, gratuitamente, em qualquer cidade da França. Alguns modelos poderão ser devolvidos em Madri, Barcelona, Lisboa, Frankfurt e Bruxelas. Com direito a quilometragem livre, seguro toral sem franquia e assistência 24 horas. Os preços por um período mínimo de 17 dias podem variar de US$ 499 a US$ 909. Para 23 dias, cerca de US$ 589.

Sprinter

A Mercedes-Benz do Brasil vendeu 263 unidades do Sprinter para a Elma Chips, Habib's, Grupo Unimed e Companhia Energética do Estado de São Paulo - CESP. O espaço interno e o baixo custo de manutenção são algumas das características que servem de atrativos na sua comercialização. A montadora está satisfeita com os números de vendas do modelo no mercado nacional e aposta mais fortemente nas vendas para empresas. Estas optam pelo veículo para formarem suas frotas comerciais.

Financiamento

As vendas de automóveis realizadas pelos bancos das montadoras estão a todo vapor, se comparadas ao ano de 96. O número de clientes pagando um financiamento ou leasing passou de 666 mil, em 96, para 872 mil, no ano passado. Com isso, foi resgistrado um crescimento de 30,9%. Já as operações somaram R$ 8,3 bilhões em 97, contra R$ 5,1 bilhões em 96. A elevação foi de 62,7%. O setor está mais otimista. E os dados ajudam.

Carregadeira

A Case aposta na mais nova carregadeira da marca, a compacta 1845 C. A máquina é robusta e auxilia nas tarefas mais duras, devido à sua potência, capacidade da carga (771 quilos), acionamento hidrostático e sistemas hidráulicos. Os comandos são de fácil manipulação para quem está ao volante. Pode ser uma varredeira, retroescavadeira, perfuratriz, carregadeira ou empilhadeira.

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João Alberto
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