(Atualizado no dia 26/2/1998)

Tração 4X4 funciona bem na S10 com cabine dupla

Picape chega para aumentar a participação da Chevrolet no segmento

Jorge Moraes
Da equipe do DIÁRIO

Acabou o receio de enfrentar terrenos que exigem a pegada da tração nas quatro rodas. A General Motors com a S10 4X4 pretende oferecer eficiência para quem precisa de um veículo com duas personalidades, ou seja, que atue no campo e na cidade. A picape da GM está disponível nas versões cabine simples e dupla, modelo básico e de luxo, com motores alimentados a diesel 2.5 litros de 95 cavalos de potência. O conjunto de tração é importado dos Estados Unidos, o mesmo utilizado pelas S10 americanas.

Para acionar a caixa de mudanças basta que o motorista aperte o botão instalado numa posição privilegiada do painel, bem ao lado do volante. Para conectar a função, a picape deve estar no máximo a uma velocidade de 80 km/h. Para a redução (4X4), o fabricante recomenda que a troca aconteça com a picape parada, ou a 4.8 km/h.

A S10 4X4 chega para aumentar a participação da Chevrolet no mercado que tem como concorrente direto, a Ford Ranger, importada da Argentina. Com a instalação da nova tração o leque de ofertas fica bem maior. A S10 simples, a gasolina, custa (sem a inclusão do frete) R$ 25.890, a versão cabine dupla passa a ser R$ 29.950. A top de linha está sendo comercializada por R$ 32.580.

Enquanto o motorista não utilizar a força de todas as rodas, a tração dianteira continua mostrando eficiência para determinadas condições de asfalto, ou seja, terreno plano. No trânsito urbano tenha certeza de sempre utilizá-la sem maiores problemas.

Por dentro, o estilo moderno e a boa ergonomia é marca registrada do fabricante. O motorista tem posição razoável para dirigi-la. Do lado de fora, o visual permanece o mesmo, charmoso. Para diferencia-la da irmã 4X2, os projetistas desenharam o logotipo 4X4 indicado nas laterais da caçamba.

A S10 4X4 cabine dupla pula menos do que a 4X2. A carroceria se comporta bem nas estradas de barro, nada de chocalhos inconvenientes. Nas manobras que exigem inclinação do volante, a decepção: você tem que repetir várias vezes o trajeto, porque o diâmetro de giro é pequeno. Todo cuidado épouco com o tamanho do veículo (5.165 mm), se a direção não responde, uma marcha ré mal aplicada pode gerar problemas. Outro detalhe é a força do motor turbodiesel de 95 cv. O conjunto mecânico demora a mostrar força.


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