Apresentação da Orquestra Sinfônica do Recife marca festa para trabalhadores
Dia do Trabalhador é comemorado com música clássica no Dona Lindu. imagens: Juliana Colares/Dp/D.A Press
Apresentação contou com convidados especiais. Imagem: BLENDA SOUTO MAIOR/DP/D.A PRESS
Um mar de gente ouvindo um “mar de música”. O pátio do Parque Dona Lindu ficou lotado ontem à noite, durante o concerto da Orquestra Sinfônica do Recife, que nesta edição do dia 1º de maio recebeu o pianista Nelson Ayres e a cantora carioca Marina De La Riva. A orquestra abriu a noite. Nelson Ayres entrou em palco logo em seguida, sendo acompanhado, nos últimos 20 minutos, pela artista de sangue brasileiro e cubano. “Só teve um defeito: foi muito curto”, brincou Marina, ao final da apresentação que, no total, durou pouco mais de uma hora.
A artesã Neide Alfino e o marido, Aldo, que é mecânico de barcos, não conseguiram assistir ao show sentados, como o restante do público. Dançaram à frente do palco, roubando a atenção dos que sentavam na primeira fileira. “Não conseguimos ficar sentados”, disse Neide.
Os convidados especiais do concerto também teceram elogios ao teatro do Parque Dona Lindu. “Fiquei muito impressionado com o lugar, esse teatro que abre para fora e para dentro. A estrutura é perfeita. É uma opção praiana. Foi muito emocionante”, disse Nelson Ayres.
O concerto em homenagem aos trabalhadores começou com cirandas de Villa-Lobos. Também foram ouvidas composições de Tom Jobim, Chico Buarque e Edu Lobo. A apresentação terminou com a música A história de Lily Braun, de Edu Lobo e Chico Buarque. “Foi a primeira vez que vimos Marina De La Riva e Nelson Ayres. A orquestra é maravilhosa e a organização, com o público sentado nas cadeiras, foi perfeita”, disse o assistente administrativo Dênis Carvalho, ao lado da namorada, a advogada Fabiana Lemos.
Durante a apresentação, a cantora falou da sua ascendência pernambucana, cativando ainda mais o público. “Meu avô brasileiro é de Floresta (Sertão). Acho que ele iria ficar orgulhoso. Bom, a música tem muitas frequências. Ele deve ter ouvido”, disse.