Defensores da pré-candidatura de Maurício Rands pediram engajamento durante ato político
Ato de apoio a Maurício Rands com direito a rap, gritos de guerra e aplausos entusiasmados
Encontro marcou oficialmente o pontapé inicial da campanha em favor de Rands. Imagem: ROBERTO RAMOS/DP/D.A PRESS
Como numa espécie de convenção partidária antecipada, com direito a grito de guerra, aplausos, discursos contundentes e até de um rap para campanha, os defensores da pré-candidatura do secretário de governo, Maurício Rands, fizeram um ato político ontem para pedir engajamento da militância. O evento foi definido como o começo da campanha oficial rumo à prévia, no 20 de maio, contra o prefeito do Recife, João da Costa.
Uma série de atos pró-Rands está sendo agendada. O próximo foi marcado para sábado, em Brasília Teimosa. A área é simbólica para os petistas, por ter sido o primeiro bairro visitado pelo ex-presidente Lula depois de eleito, em 2003. Segundo o ex-prefeito João Paulo, a ideia é daqui para frente promover caminhadas com a presença dele e do senador Humberto Costa nas comunidades.
Rompido com João da Costa, João Paulo enfatizou em seu discurso que a vitória de Rands o deixava mais perto de retomar o sonho de voltar ao poder para cuidar das pessoas, como fez quando foi gestor do Recife. “Você Maurício, consegue trazer a esperança de que podemos retomar e viver uma cidade melhor”. Em seguida, ele pediu uma salva de palmas para as pessoas que, segundo ele, não puderam vir porque estavam se sentindo ameaçadas.
Colocando João da Costa na condição de adversário político, o senador Humberto Costa afirmou que o PT não tinha dono e que os defensores de Rands não fariam a campanha na base do bate-boca. “Vamos para a disputa com espírito aguerrido da militância, buscar o voto de forma limpa, sem ameaças, fisiologismo ou promessa de emprego, mas o voto pela ideologia”, defendeu. Ele pediu, ainda, que cada militante pegasse a lista de filiados e fosse convencer cada um no apoio Rands.
Procurando desmentir as acusações dos defensores de João da Costa, de que do seu lado estaria apenas a cúpula do partido, Rands afirmou que um partido como o PT não tem liderança sem o enraizamento popular. “Temos militância na base, capilaridade e compromisso com a cidade. O projeto de inverter prioridades e cuidar das pessoas, iniciado por João Paulo, está sendo retomado. O PT está sendo repactuado” garantiu.