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Lições de como resolver conflitos em sala de aula
Psicólogo português, que participou do Congresso Internacional de Educação, orientou professores a enfrentar o problema
Mirella Marques
mirellamarques.pe@dabr.com.br


Os conflitos em sala de aula possuem graus diferentes, são inevitáveis e, em algumas circunstâncias, essenciais ao processo de aprendizagem, como pregava o suíço Jean Piaget (1896-1980), maior expoente do estudo do desenvolvimento cognitivo no mundo.

Rui Trindade destacou que papel do educador para soluções é fundamental. Foto: Bernardo Dantas/ Esp. Aqui PE/ D.A Press
O problema é que, muitas vezes, o problema foge do controle por falta de preparo dos que fazem a escola e da falta de limites dos alunos, fruto de famílias cada vez menos estruturadas. Para o psicólogo português Rui Trindade, os professores não são os únicos responsáveis pelo enfrentamento dos conflitos em classe, mas devem aprender a lidar com a situação. As dicas para solucionar essas e outras questões em sala ele repassou aos presentes na palestra "A gestão de conflitos na sala de aula", promovida pelo VIII Congresso Internacional de Tecnologia na Educação, que terminou ontem no Centro de Convenções, em Olinda.

Trindade trabalha na Universidade do Porto, em Portugal, é doutor em ciências da educação e autor de livros sobre o assunto. Segundo ele, há três visões sobre os conflitos em sala. A primeira, chamada negativa, só enxerga os professores como vítimas, imóveis, da violência. A segunda é chamada de angelical e mostra o professor como um superherói, que deve resolver todos os problemas. Já a terceira visão, que é a crítica, aponta que o problema deve ser solucionado com a colaboração da escola, da família e da sociedade. "O conflito é resolvido em conjunto, mas os professores podem e devem fazer o que podem para impedir que o problema atrapalhe seu trabalho em sala".

De acordo com o educador, essas precauções são imprescindíveis para evitar que os conflitos ganhem maiores proporções. "Há três níveis de conflitos. Dos mais leves, que chamo de nível 1, até os mais graves, que envolvem agressões físicas entre alunos e professores. Muitos desses problemas podem ser evitados assim que o docente identifica os primeiros sinais de conflitos, como o bullying, por exemplo, e pede ajuda a outros profissionais da escola", alertou. Para Rui Trindade, os professores são os primeiros a perceber a violência em ambiente escolar. Mas só uma equipe multidisciplinar tem a capacidade de solucionar o problema, com a ajuda dos familiares dos alunos e do apoio do governo e da sociedade. A fórmula trouxe mais paz às escolas de Portugal. E, se aplicada aqui, também pode apaziguar os ânimos nas unidades de ensino brasileiras.


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Edição de sábado, 11 de setembro de 2010 
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